Chegou. Como uma locomotiva.
Instalou-se como um vírus.
O frio que queima,
levantando a névoa densa,
a visão que me trai da realidade.
Sinto-a apoderar-se de mim.
Devorando lentamente esta alma minha,
alojada nesta prisão sem portas.
Luto para sobreviver.
Mas na selva só vinga que é mais forte.
E eu sou fraco.
Estendido sobre este chão frio,
olhando fixamente para o que me escapa.
Sou como o vidro que quebra e estilhaça
em pequenos pedaços
que embatem silenciosos no chão
e ecoam eternamente
no âmago do meu coração.
E entrego-me. Finalmente.
E sou levado de novo
para a minha saudosa solidão.
10 abril 2008
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