10 abril 2008

126. Poema sem nome

Sem gritos, sem lágrimas.
Sem sonhos nem medos.
Nada para além da minhaa infeliz existência.
Não consigo amar. Não consigo odiar.
Será castigo? Será destino?
Que raio me está a acontecer?
Estarei a ficar paranóico?

Sinto o que não sinto,
sou o que nunca fui.
Ajuda-me a sair. Enterrei-me tanto.
Fecho os olhos por um instante.
Tão cansado... não consigo dormir.
Vagueio por aí
Não tenho onde ir (nem onde ficar).
Nunca estive cá antes
e nunca mais quero voltar.
Preso neste sentimento
que apenas repete e repete (só para mim).

Estou perdido onde me encontram.
Não sei o que te dizer.
Não consigo dizer adeus...

Nem te consigo falar.