Sem gritos, sem lágrimas.
Sem sonhos nem medos.
Nada para além da minhaa infeliz existência.
Não consigo amar. Não consigo odiar.
Será castigo? Será destino?
Que raio me está a acontecer?
Estarei a ficar paranóico?
Sinto o que não sinto,
sou o que nunca fui.
Ajuda-me a sair. Enterrei-me tanto.
Fecho os olhos por um instante.
Tão cansado... não consigo dormir.
Vagueio por aí
Não tenho onde ir (nem onde ficar).
Nunca estive cá antes
e nunca mais quero voltar.
Preso neste sentimento
que apenas repete e repete (só para mim).
Estou perdido onde me encontram.
Não sei o que te dizer.
Não consigo dizer adeus...
Nem te consigo falar.
10 abril 2008
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