21 abril 2008

135. Contigo

Contigo estive só e fui só...
E fui abandonado.
Na minha mente, no meu coração,
alcancei os portões que não poderia ter alcançado.
E passei.
E dei tudo o que prometia dar.
Amor - meu falso amigo -
nem poderia sonhar em conquistar-te.

Como fui ingénuo
em pensar que resolveria tudo.
Não encontro amor aqui (contigo)
apenas aquele medo em mim.

E, se voltarei a estar arrependido?
E pensas mesmo que poderemos ser amigos?
Verias as respostas nos meus olhos,
se algum dia havias tê-los visto.
Consigo ver para além das tuas mentiras
e vislumbrar a verdade...

Atinge-te como um tiro?

Morde a bala e beija-a então.
O teu coração sentiu-a antes que o meu.
Os teus pensamentos escorregam na tua face,
caindo em gotas sobre as poças a teus pés.
Eu agora estou longe, estando perto!

Como te sentes agora?
Só? Abandonado?
E mais agora?
O tempo passa e esgota.

Ouve as tuas mentiras...
Descobrirás que tens apenas medo de ti mesmo.